Conheça os Custos dos Desastres Naturais

Desastres NaturaisAs recentes mudanças climáticas causadas, em parte, pela ação do homem sobre a natureza, vêm provocando prejuízos de ordem financeira que nem sempre podem ser calculados com precisão, porém estima-se que já ultrapassam, com certa facilidade, a cifra dos US$100 bilhões por ano em uma escala global. Esse fato tem colocado em alerta os governos e também as companhias seguradoras, responsáveis pelo pagamento de indenizações em muitos desses eventos.

Além do custo financeiro direto é preciso calcular o custo indireto, ocasionado pela morte de trabalhadores dos mais diversos setores, alguns deles especialistas, que dificilmente poderão ser repostos em um curto espaço de tempo.

Um triste exemplo de evento catastrófico com elevado custo financeiro foi a enchente do rio Yangtzé, em 1998 na China. O prejuízo estimado de 42 bilhões de dólares contabiliza a perda de mais de 4.000 vidas, além de estruturas das cidades, empresas e residências particulares.

Outro evento de grande magnitude foi o tsunami que atingiu o Japão em 2011, causando a perda de mais de 13.000 vidas e um estrago que já soma mais de 210 bilhões de dólares. A essa cifra pode ser acrescentado ainda todo o investimento que será feito na reconstrução das estruturas afetadas.

Outro dado preocupante e que aponta para um aumento dos prejuízos é a ocupação de encostas e áreas de risco em países subdesenvolvidos, e outros em desenvolvimento, como é o caso do Brasil. Em um evento recente em 2012, a região serrana do Rio de Janeiro foi atingida por uma tromba d’água, resultando cerca de 700 mortes e um prejuízo superior aos R$600 milhões.

Em 2012 os desastres naturais perderam parte do espaço nos noticiários para a crise econômica que atinge a Europa e os Estados Unidos, mas a realidade é que eles continuam ocorrendo em um ritmo impressionante. Exemplo disso é a tempestade Sandy que atingiu os Estados Unidos em outubro, causando 13 mortes, gerando prejuízos financeiros da ordem de 20 bilhões de dólares e a paralisação da rede de energia elétrica e de recursos hídricos de diversos bairros da cidade de Nova York. Também atingiu Jamaica, Bahamas, Cuba, Haiti e Republica Dominicana.

Diante de tantas tragédias, especialistas e ambientalistas questionam os baixos investimentos feitos em políticas socioambientais e nos empreendimentos sustentáveis, entre outras soluções que, em tese, poderiam promover um retorno gradual a uma condição de estabilidade do clima.

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