Só Imóveis Sustentáveis não Bastam para Resolver Problemas

EmpreendimentosInfelizmente é uma verdade. O simples fato de promovermos uma escalada no planejamento e na construção de imóveis sustentáveis nas grandes cidades do planeta não seria suficiente para reverter os problemas causados pelo aquecimento global e pela exploração descontrolada de recursos naturais.

Se considerarmos a velocidade com a qual a natureza pode ser capaz de se renovar e de se recuperar das grandes devastações promovidas pelo ser humano ao longo dos dois últimos séculos, veremos claramente que muito mais ações, e de maior impacto, serão necessárias para reverter ou estabilizar o altíssimo nível de degradação ambiental que experimentamos.

Os imóveis sustentáveis são o primeiro passo para tentar reduzir o consumo de recursos naturais e diminuir a velocidade da degradação das principais fontes de recursos necessários para a sobrevivência da humanidade. Percebendo isso, vários grupos de cientistas e alguns governos; começaram a examinar e a estudar projetos coadjuvantes que sejam capazes de estabilizar ou de impedir o atual ritmo de desgaste e de destruição dessas reservas.

Na Groenlândia, um grupo de cientistas estuda técnicas de revestimento para proteger as geleiras da ação danosa dos raios solares concentrados pelo alto nível de poluentes na nossa atmosfera. Na África, estudiosos levantam hipóteses e estudam meios de recuperarem as fontes de água que foram perdidas nos últimos anos e possibilitar o retorno ou a interrupção da migração de enormes contingentes de pessoas.

Os imóveis sustentáveis podem amenizar o problema através da massificação de sua presença pelas cidades de todo porte ao redor do mundo. O pensamento de que esse tipo de imóvel possa se tornar o mais novo paradigma para a construção de habitações humanas e prédios comerciais traz um alento aos ambientalistas, mas provoca um certo ceticismo em grande parte da comunidade científica mundial quando o assunto é a reversão do estado atual de degradação planetária.

O pensamento comum é que deverá haver muito mais ações de larga escala e um empenho muito maior dos governos como, por exemplo, tornar os imóveis sustentáveis o paradigma oficial de construção imediatamente. Obrigando empreiteiras e construtoras a adequarem suas técnicas de construção e de planejamento imediatamente a essa nova forma de tratamento das construções sem esperar que o mercado acabe provocando essa mudança de pensamento por si só. Afinal de contas, até que as mudanças necessárias atinjam todas as mentes necessárias para se tornarem o modelo definitivo de construção civil; é provável que transcorram vários anos. O que poderia inviabilizar a recuperação do ambiente nas grandes cidades ou mesmo anular qualquer efeito benéfico que essa medida tenha a oferecer.

Seja lá como for, os imóveis sustentáveis têm uma posição importante na salvação do meio ambiente urbano e na melhoria das condições de vida nas grandes cidades do mundo. Contudo, seus efeitos em longo prazo e a capacidade de promoverem uma recuperação profunda desse ambiente ainda são questionáveis incógnitas. De qualquer forma, temos que começar por algum lugar e os imóveis sustentáveis são a oportunidade que a tecnologia ambiental nos dá de fazermos alguma coisa rápido e antes que seja tarde demais.

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