Créditos de Carbono: Entendendo A Moeda Verde

créditos de carbono

Quando falamos sobre Sustentabilidade e Desenvolvimento Sustentável é comum nos depararmos com o termo “créditos de carbono” e nem todos sabem direito do que se trata. Este é um termo relativamente novo e vamos abordá-lo na discussão de hoje.

Com o intuito de reduzir os efeitos lesivos ao ambiente, que ocorre devido à emissão de gases do efeito estufa (monóxido de carbono, gás metano, hexafluoreto de enxofre, etc.), houve um consenso internacional que viabiliza amenizar essas emissões, sem que com isso se prejudique a economia nacional de nenhum país envolvido: foi criado então a “moeda” chamada créditos de carbono.

Os créditos de carbono são espécies de moedas, com valor cotado em dólares, dadas aos setores industriais que de fato tenham reduzido a emissão dos gases poluentes, haja vista a meta que foi estipulada por cada nação aos seus setores mais poluentes. De forma efetiva, essas moedas podem ser negociadas no mercado. Propiciando, assim, uma gestão global e um controle financeiro sobre a questão ambiental. Obviamente, que esta medida encontra-se na primeira década de efetivação, então ela representa apenas o começo de intervenções financeiras sobre o controle da emissão dos gases poluentes.

A idéia que infere aos créditos de carbono nasceu durante o Protocolo de Kyoto. Que postulou as metas para as nações signatárias, entre elas estariam à redução de em média cinco por cento da emissão (estipulada na periodicidade de quatro anos, 2008 a 2012).

Os preços dos créditos de carbono são variados dependendo de mercado que se trabalha. Entretanto algumas medidas tomadas com o intuito de padronizar a comercialização dos créditos é taxá-lo como unidade equivalente a uma tonelada de CO2. Ainda há uma tabela de correspondência para os gases dos efeitos estufa que mostram a quantia de créditos que a emissão pode valer. Com isso, no mercado de créditos de carbono, uma indústria de um país em desenvolvimento pode tanto comercializar com outras do mesmo país, ou mesmo vender seus créditos ao mercado internacional que necessita, com mais recorrência, esse tipo de crédito.

Obviamente, esse é um setor muito novo no mercado financeiro, sendo, portanto (e como qualquer outro empreendimento) suscetível as falhas, remodelações, riscos e críticas. Entretanto tais medidas tornam mais viáveis uma reeducação no pensamento financeiro e econômico sobre as questões ambientais e industriais.

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